segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Cuidado com o que anda fumando, traficantes da Pipa podem estar misturando crack a maconha.

A maconha é um entorpecente natural usado a centenas de anos em diversas culturas. Seu uso em alguns países é liberado, em outros, a erva é usada como calmante e para tratamentos medicos e em alguns paises, seu uso é tolerado. Sabe-se que na praia da Pipa o numero de usuários da droga é muito grande, caminhando pelas ruas do vilarejo, é muito comum sentirmos o cheiro forte e entoxicante da erva sendo consumida em diversos pontos do lugar. É tão comum que até certa altura, a população acaba ignorando seu uso, tratando como algo normal.

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Ao longo das praças e ruas da pipa, vemos os hippies vendendo suas pulseirinhas e artesanado sabendo que na maioria das vezes aquele dinheiro se destinará a compra de entorpecentes, não sejamos hipocritas aponto de ignorar essa realidade. Considerada uma droga, “teoricamente” inofensiva, como explicar o crescente numero de usuáros de crack e outras drogas pesadas na região? Este ano tivemos uma serie de mortes na região relacionada a drogas e ao trafico, a coisa esta ficando realmente seria!

A verdade é que a droga consumida nas capitais brasileiras e por consequencia na praia da Pipa, esta longe de ser aquele fumo natural que os hippies dos anos 70, indigenas e jamaicanos se acostumaram a fumar. Existem fortes indicios de que traficantes do lugar estariam adicionando pequenas pedras de crack a erva para cativar os clientes aumentando o “barato” e por consequencia os deixando completamente viciados. Muitos jovens que não conhecem o efeito da maconha, acabam não se dando conta de que estão consumindo outro entorpecente, ainda mais nocivo e acabam se viciando rapidamente e arruinando suas vidas.

7644676268_ffe0538fdb_zPara quem não sabe, a maconha brasileira é considerada mundialmente como um produto de baixa qualidade por possuir muita mistura e pouco barato. O nível de tetraidrocanabinol – THC (principio ativo da erva) é encontrado em maior quantidade nas plantas fêmeas, sobretudo nas partes mais altas dos galhos. Mas, para aumentar a produção, plantadores brasileiros arrancam toda a planta e misturam machos e fêmeas. Depois, em geral, adicionam sabugo de milho e casca da semente de café triturados, além de esterco (cocô de boi) e capim. Dessa forma, a maconha nacional não chega a ter 1% do princípio ativo, enquanto o padrão mínimo da droga estrangeira fica entre 1% e 3%.

A mistura Maconha+Crack é conhecida como “craconha”, “bazuco” ou “mesclado” mas geralmente é vendida como uma droga separada. No Rio de Janeiro, a mistura é considerada uma droga a parte já que o usuário acredita que a maconha, considerada relaxante, pode potencializar o efeito do crack, um estimulante. O que não passa de mito.

A adulteração não só da maconha como de outras drogas é prática freqüente de traficantes brasileiros para aumentar o lucro nas vendas. Muito se fala sobre os danos causados pelo princípio ativo das drogas e a dependência que elas causam. Mas pouco sobre as substâncias usadas para "batizá-las" ou das que são usadas durante sua fabricação.

Segundo o Instituto de Criminalística, dois tipos de substâncias são geralmente adicionadas aos entorpecentes. Uma é o adulterante, que imita os efeitos da droga. Por exemplo, a xilocaína (nome comercial da lidocaína), um anestésico local que passa a falsa impressão de dormência à pessoa que tem contato com a cocaína. Outro é o diluente, adicionado para aumentar o volume da droga. Por exemplo, pó de vidro, mármore ou massa corrida adicionados à cocaína.

Segundo a polícia, na cocaína vendida ao usuário há apenas 25% do entorpecente. Os outros 75% são formados por outras substâncias. "E, muitas vezes, a quantidade real de droga fica abaixo desse percentual", diz o delegado.

00000029A cocaína é uma das drogas mais "batizadas". Entre as misturas encontradas na droga, estão as substâncias inorgânicas, como o pó de mármore, vidro e gesso, que não são eliminadas pelo corpo humano. "Se uma partícula de pó de mármore ficar alojada no pulmão, o organismo vai se defender e envolvê-la. Ele perderá a elasticidade, o que chamamos de fibrose", explica o diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Elisaldo Carlini.

Portanto, pense duas vezes antes de cair nesse mundo sem volta. Uma mania inocente poderá se tornar num problema sem volta graças a ganancia cada vez maior dos traficantes que devido a falta de controle do produto ilicito, acabam por misturar diversas substancias nocivas a saude tornando o usuário um potencial suicida.

Antes de se deixar levar, Diga não as drogas!

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