- Mapa holandês de 1647 mostra como a lagoa Guaraíras era antes de sua abertura para o mar em 1924.
O Mapa faz parte do Livro “Rervm per octennivm in Brasilia [...]” escrito entre 1584 e 1647 pelos escritores holandeses abaixo:
Autor: Baerle, Caspar van, 1584-1648
Colaborador: Post, Frans Jansz, 1612-1680 (il.);
Colaborador: Marggraf, Georg, 1610-1644 (il.);
Colaborador: Matham, Theodor, 1605 ou 6-1676 (il.)
O lugar chamado “Ponta de Pernambuco” era a entrada para uma praia em formato de bacia que mais tarde iria abrigar o porto do antigo vilarejo de Tibau. Era algo muito semelhante ao que vemos em Baia Formosa só que ainda mais bonito.
Abaixo corte detalhado do Mapa Holandês:
As linhas pontilhadas é uma marcação das trilhas por onde os indíos Potiguaras viventes no local caminhavam na mata.
Abaixo, vemos que ainda existem vestigios claros dessas trilhas.
Abaixo, Tibau do Sul hoje em dia:
Mais de Talhes sobre o Mapa:
Uma Comparação do mapa holandês com imagens de satélite atuais… O nível de precisão da época era IMPRESSIONANTE!
O local que hoje conhecemos como Barreta, na época era o estuário do pequeno rio “Tareiri” por onde escoava as aguas da Lagoa Guaraíras… Com a abertura do canal em 1924, a vasão de agua não tinha mais pressão suficiente para sustenta-lo, o que acabou fazendo-o secar.
O mapa abaixo de 1999 disponibilizado pelo Google Earth mostra como ha 10 anos ainda tínhamos vestígios do rio Tarari.
A Geografia deste lugar mudou completamente em mais ou menos 100 anos.
Mapa Completo:
Quem quiser baixar ou dar uma conferida no Livro Holandês escrito entre 1584 e 1647 pode dar uma conferida aqui:
http://www.brasiliana.usp.br/bbd/handle/1918/00246000#page/1/mode/1up
Em Breve, tentarei postar imagens simulando como deveria ser a praia de Tibau do Sul na época. Quem tiver fotos antigas pode enviar para o e-mail abaixo:
helmygalindo@gmail.com
ATUALIZAÇÃO: Mais detalhes e historia completa em breve.
Parabéns Helmy. É muito gratificante ter alguém que prioriza o resgate da memória desse lugar. É um verdadeiro trabalho historiográfico. Por que vc não tenta publicá-lo em algum evento na UFRN? Alguns professores do Departamento de História ficariam imensamente interessados. Não sei qual tua área de formação, mas garanto que vc tem em mãos subsídios para uma investigação de inédita. Abraços.
ResponderExcluirAndré Marinho (Antropólogo e historiador)