- Agencia reguladora acredita que promoção não garante qualidade da na ligação… (“mas nois qué é economia minha senhora!”)
A telefonia móvel brasileira é famosa por operar com os preços mais altos do mundo. Num país com dimensões continentais, a comunicação e o transporte acabam virando uma necessidade básica que é vista como alguns como uma forma de explorar e extorquir a população. Portanto, não apenas o preço de nossos combustíveis são os mais caros do mundo, como também o valor cobrado por cada minuto de ligação telefônica.
A TIM, ciente que o custo de manutenção de suas torres e infra-estrutura é o mesmo, com ou sem usuários fazendo ligações. Decidiu criar uma promoção ousada que permitia aos usuários telefonar sem limite de minutos por apenas R$ 0,50 por chamada. É a chamada promoção Infinity.
A ideia da promoção é genial. Ninguém fala o dia inteiro com uma só pessoa. Normalmente a média de ligações é de mais ou menos 4 a 8 ligações por dia por usuário. Ao permitir um conforto e tranquilidade maior durante as ligações, a operadora se tornou mais atraente ao consumidor já acostumado com o “assalto” feito pela concorrência a cada ligação.
E não é que a “filha da mãe” da Anatel, provavelmente agindo em função da concorrência, veio e mandou suspender a promoção Infinity!
Como tudo nessa “pátria de bananas” gira em torno do capital especulativo, a Agencia, que devemos salientar, nunca interviu nos preços estratosféricos cobrados pelas malditas operadoras de telefonia celular, veio com uma historinha pouco convincente de que a promoção Infinity não garantia a qualidade do serviço… Mas, não somos IDIOTAS ao ponto de entender que essa “preocupação repentina com qualidade” (que obviamente não se aplica as operadoras de TV a cabo, Internet ou outros serviços) é na verdade uma preocupação em garantir uma maior exploração durante esse final de ano. Já que é o período onde mais as pessoas telefonam umas para as outras.
Com o fim da promoção infinity, a Anatel garantirá um maior numero de chamadas e uma arrecadação maior nos impostos embutidos no valor dos minutos cobrados pelas operadoras… Ou seja, é um dinheirinho extra que entra no bolso do governo desse final de ano. A Anatel na verdade está de olho em sua “caixinha de Natal”.
A agência este ano já acusou a TIM de derrubar ligações intencionalmente, afetando 8,1 milhões. A TIM - que tem cerca de 70 milhões de clientes no país - chegou a contratar duas auditorias para contrabalançar a investigação da agência sobre interrupção proposital de ligações no plano pré-pago Infinity. O resultado das auditorias, Pricewaterhouse Coopers e Ericsson Brasil, segundo a TIM, confirmariam que não houve derrubada intencional de chamadas.
Ou seja, tudo que é um pouquinho vantajoso para o cliente sofre perseguição pela Anatel… O brasileiro no fim é que se lasca e não tem como recorrer.
Maldita Anatel!
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